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Aniela Jordan Crédito: Divulgação/Felipe Panfili
Por Teresa Levin
Filme: Moulin Rouge
Musical: Hair. “Na versão da Aventura”; Les Misérables, do produtor Cameron Mackintosh (Broadway) e Billy Elliot
Time: Botafogo
Diretor: Woody Allen e Baz Luhrmann
Música: Romeu e Julieta, de Prokofiev (cena do balcão). “Atualmente, Viva la Vida, do Coldplay”
Matemática e Administração passaram por sua vida na época da faculdade, mas foi nos palcos que Aniela Jordan se descobriu. O caminho foi inusitado, já que sua ideia inicial era ser bailarina, como a irmã, a renomada coreógrafa Dalal Achcar. Mas o talento era, sim, para as artes, só que não em cima dos palcos, como imaginava.
“A Dalal tinha uma companhia na qual eu dançava, inicialmente na primeira fila, depois na segunda e na terceira. Até que ela montou a Floresta Amazônica, de Villa Lobos, e me escalou como uma árvore. Quando minha própria irmã me colocou neste papel, vi que não ia conseguir nada muito além disso”, comenta. A partir desse ponto, Aniela começou a atuar atrás dos palcos, primeiro como iluminadora, chegando a formar-se na Royal Opera de Paris. Nesta função, ingressou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, ao retornar ao Brasil.
Aniela atuou durante 20 anos no Municipal e nesse tempo foi responsável pela coordenação técnica de espetáculos de balé, ópera, concertos e direção operacional, chegando à coordenação do departamento de produção executiva. Até que achou que era a hora de montar sua própria empresa, a Axion, com duas sócias. “Sempre amei musicais, óperas, balés. Queria montar, mas era impossível no Brasil daquela época. Musicais não existiam”, conta. Mas este panorama logo mudou: após conhecer Claudio Botelho, juntou-se a ele e Charles Möeller na montagem de seu primeiro musical, A Ópera do Malandro.
“Foi a primeira grande produção da dupla. Era parte de um projeto da Prefeitura do Rio de reativar o teatro Carlos Gomes, que tinha acabado de ser reformado. Tivemos um ano inteiro lotado. Foi aí que entendi que o musical tinha espaço no Brasil”, fala.
A Ópera do Malandro foi encenada também em São Paulo e Portugal e a partir dela muitos musicais foram produzidos por Aniela. Até que em 2007, resolveu buscar uma parceria para poder crescer. “A vida me levou a encontrar com o Luiz Calainho. Propus fazermos uma experiência, montando a Noviça Rebelde, com ele cuidando do marketing e da área comercial do espetáculo”, lembra. Deu tão certo que logo surgiu a ideia de juntar as forças. “Chegamos a conclusão que era a hora de montar uma empresa de entretenimento focada em musicais e em 2009 lançamos a Aventura”, recorda.
Desde então, eles acumulam uma lista de espetáculos que alcançaram extremo sucesso como Hair, Um Violonista no Telhado e o Mágico de Oz, que está em cartaz atualmente no Rio de Janeiro.
No total, mais de um milhão e meio de pessoas já foram ao teatro assistir aos musicais da Aventura Entretenimento. Além de sua função na empresa, Aniela responde atualmente pelo Centro Cultural João Nogueira, antigo Imperator, como gestora cultural do espaço.