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"Essa é uma novela para unir a família ao redor da televisão"

Íris Abravanel fala sobre a adaptação da novela Carrossel para o público brasileiro e revela que a família dá pitaco em tudo

21 de Maio de 2012 14:55

A autora se reúne com o elenco brasileiro de Carrossel
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A autora se reúne com o elenco brasileiro de Carrossel Crédito: Lourival Ribeiro - SBT

Por Alisson Fernández

Esposa do empresário e apresentador Silvio Santos, Íris Abravanel prepara-se para lançar a quarta novela. O remake do folhetim mexicano Carrossel, que estreia nesta segunda-feira, 21, no SBT, pretende resgatar o tempo de união entre pais e filhos. A autora conta que temas atuais como bullying e tecnologia fazem parte da trama. 

 
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Crédito: TV Meio & Mensagem

Meio & Mensagem ›› Como surgiu a ideia de se lançar como autora de novelas?
 

Íris Abravanel ›› Percebia a dificuldade do meu marido (Silvio Santos) em encontrar e contratar autores, pois, geralmente, eles estavam na Globo, na Record e, na época, na Bandeirantes, também. De repente, pensei e perguntei para o Silvio: “E se eu escrevesse uma novela?” Ele disse que eu escrevia muito bem e que deveria ir em frente. Eu não tinha noção de onde “iria amarrar o meu burro” (risos). Não podia imaginar o que ia acontecer, mas fui em frente, o que não sabia eu perguntava. Enfim, quando temos vontade de fazer alguma coisa, conseguimos. Tenho procurado transmitir a todos que sempre é tempo de recomeçar. Em qualquer idade, vale a pena lutar por aquilo em que acreditamos.
 

M&M ›› Essa é a quarta novela que você escreve em cinco anos. Como autora, o que mudou da primeira para a última?
 

Íris ›› Primeiro, a nossa experiência. Eu e minha equipe, pois não faria nada sozinha, ralamos muito para chegar até aqui (são cinco colaboradores e uma supervisora de texto). Tenho uma equipe que me acompanha desde a primeira novela e estamos muito mais seguros. A nossa experiência mudou, a nossa segurança, e a convicção do que queremos, de que é isso mesmo que queremos fazer. Saber que estamos fazendo o que gostamos e que estamos agradando é muito bom. Na primeira (Revelação), éramos muito inseguros, não sabíamos se estávamos agradando. Agora, podemos ousar mais. 

M&M ›› O que te levou a adaptar a novela mexicana Carrossel e o que o público pode esperar da versão brasileira?  

Íris ›› A ideia surgiu da minha filha, Daniela Beyruti, que é diretora artística do SBT. Ela sempre teve o desejo de fazer esse remake para unir as família novamente. Há 20 anos, quando a novela foi ao ar, era uma outra época, as famílias ficavam mais unidas em frente à televisão, os filhos tinham mais diálogos com os pais. Agora, vamos resgatar esse tempo de união entre pais e filhos. Essa é uma novela para unir a família ao redor da televisão.
 

M&M ›› Você criou mais núcleos e personagens? O que a novela vai ter de novo?  

Íris ›› Primeiro, adaptamos a novela para os tempos de hoje e para a realidade da família brasileira. Criamos diálogos mais dinâmicos e inserimos tecnologia, que há 20 anos não existia. Hoje, as crianças usam celulares, videogames portáteis, laptops, enfim, mudou muito. A história é bastante fiel à original, porém, colocamos mais romance e rivalidade no núcleo de professores e mais fantasia nas histórias infantis. 

M&M ›› Na história original alguns personagens sofriam bullying de forma muito forte. Você vai seguir essa linha?  

Íris ›› O que acontece na novela também acontece na vida real. Vamos suavizar algumas situações, mas é impossível desviarmos deste assunto. Lembro-me que, certa noite, minha filha, Renata, acordou chorando pelo jeito que Maria Joaquina tratava o colega Cirilo. Ela estava indignada. Queremos gerar esta mesma indignação nas crianças de hoje, para que se conscientizem das consequências que o bullying pode provocar. Todas as crianças vão se identificar com algum personagem da novela. Teremos o menino negro, a menina rica, a pobre, o judeu, enfim, todas as classes sociais estarão representadas na história. Bullying é uma palavra muito pesada e deve ser tratada com bastante cuidado, mas, na novela existe bullying mesmo, existem situações que as crianças conseguem resolver entre elas mesmas.
 

M&M ›› Silvio Santos, ou algum outro membro da família Abravanel, se envolve no processo de adaptação das tramas?
 

Íris ›› Na minha família todo mundo dá pitaco em tudo (risos). Não só na novela, como no programa do pai, como no programa da Patrícia (Abravanel), enfim, todo mundo dá pitaco. E eu acho isso muito saudável e divertido. Internamente, claro. 

M&M ›› Você foi a responsável pela volta da dramaturgia ao SBT. Como você vê este núcleo na emissora hoje?  

Íris ›› Vejo o núcleo muito sólido e unido. O ambiente, o elenco, os diretores e produtores, tudo está muito bem solidificado. Hoje, nós podemos declarar que o nosso núcleo de teledramaturgia prevaleceu e veio para ficar.    

M&M ›› Hoje, se fala muito da classe C, e o SBT sempre realizou novelas e programas mais populares. A emissora continua nessa linha?  

Íris ›› Na verdade, o SBT agrada a todas as classes. Dizem que é classe C, mas todo mundo assiste um pouco e sabe o que está acontecendo na emissora. Eu acho que o SBT tem uma característica e uma personalidade próprias, e não vejo motivos para mudar e se despersonalizar. O SBT já tem a sua personalidade e vai continuar assim. 

M&M ›› Em 2011, você lançou o livro de crônicas Recados Disfarçados. Pensa em escrever outras obras?  

Íris ›› O livro de crônicas foi um apanhado dos textos que eu escrevia para a revista Contigo. Eles me convidaram, peguei tudo o que tinha, dei uma revisada superrápida e lançamos o livro. O meu próximo livro será escrito junto com a Cris Poli (educadora que está no comando do programa Super Nanny), e será um livro de histórias infantis. Nós já começamos a escrever, mas devido ao trabalho intenso em Carrossel, e ao trabalho da Cris Poli, que voltou a gravar o programa Super Nanny, demos uma pausa. Porém, assim que tivermos uma brecha, vamos retomar.
 

M&M ›› Qual o próximo texto, a próxima história que irá substituir Carrossel?  

Íris ›› Isso é segredo de estado. Ninguém vai te contar. Nem mesmo os meus colaboradores (risos). 

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