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04 de Julho de 2011 • 08:35
Edição deste ano, em Chicago, acontecerá em agosto Crédito: Divulgação/David Mead
A Geo Eventos será responsável por trazer o Lollapalooza ao Brasil. O festival de música pretende reunir cerca de 100 mil pessoas no Jockey Club de São Paulo nos dias 7 e 8 de abril de 2012. O evento contará com cerca de 60 atrações, entre grupos nacionais e internacionais.
O festival, que comemora seu 20º aniversário em 2011, acontece anualmente na cidade de Chicago, nos Estados Unidos. Fundado por Perry Farrell, vocalista da banda alternativa Jane’s Addiction, sucesso nos anos 80, o evento nasceu itinerante, com a diversidade no sobrenome, mesclando apresentações teatrais, arte e espetáculos circenses com shows de diversos grupos de rock, rap, punk e indie.
"O Lollapalooza tem uma textura toda especial nos Estados Unidos e queremos repetir a maneira de conduzir as coisas aqui, com uma atmosfera familiar. Replicar esse clima é o caminho", conta Leonardo Ganem, diretor geral da companhia, joint-venture da RBS com a Rede Globo. Ele será um festival "vespertino". "Nossa ideia é que ele comece por volta das 14h e termine lá pelas 23h, também para não incomodar muito os vizinhos do Jockey", reforça.
Farrell realizou este ano a primeira edição do festival fora dos Estados Unidos – o parque O'Higgins, em Santiago do Chile, recebeu os shows entre os dias 2 e 3 de abril. O line-up do evento contou com as apresentações de The Killers, Cat Power e Kanye West, entre outras 60 apresentações. Uma equipe da Geo esteve no Chile para acompanhar de perto a produção do evento. "A negociação começou no final de 2010. Mesmo sem estarmos com o contrato assinado, foi importante nossa presença lá. E eu vou acompanhar a edição deste ano em Chicago, que acontece no começo de agosto", explica Ganem.
Quando o evento no Chile foi confirmado, muito foi comentado que a próxima parada seria o Brasil. Farrell desconversou, afirmando que o Brasil já possuía muitos festivais agendados. Entretanto esse foi um dos principais motivos dos executivos da companhia terem convencido os organizadores em realizarem uma edição em São Paulo. "O SWU e o Rock in Rio aquecem o mercado de entretenimento e faz com que as empresas pensem em projetos mais amplos envolvendo essa plataforma", reforça Ganem.
Segundo o executivo, o Lollapalooza Brasil deverá ter de seis e oito anunciantes, entre patrocinadores e apoiadores. A Geo já tem um contrato de três anos – renováveis – com os organizadores. "Temos poucas ideias pré-concebidas sobre opções de anunciantes. Mas na medida em que vamos ficando mais criativos, vamos expandido os segmentos", explica. A apresentação do projeto já começou a ser feita para alguns anunciantes. Ganem espera que consiga atingir um patamar de R$ 200 de ticket médio. A comercialização de ingressos deverá ser realizada pela Outplan, que pertence à companhia.
Olho no skyline
Além do dólar baixo e da boa situação econômica do País, outro fator que fez com que o festival pudesse ser realizado em São Paulo foi a escolha do local, o Jockey Club de São Paulo. Pela segunda vez, a Geo utilizará o "Peão do Prado" – gramado central do hipódromo do clube – em um evento. A primeira vez que o espaço de 50 mil m² foi utilizado foi no F1 Rocks, realizado em novembro do ano passado.
"O Jockey é o espaço ideal para receber um evento como esse. Visitamos vários locais e a escolha bate com o conceito do festival", diz Marcelo Frazão, diretor de planejamento da Geo. Uma das táticas para convencer Perry Farrell que o evento seria perfeito em São Paulo foi mostrar as nuances da cidade para o organizador, além de realizar um almoço na Tribuna do Jockey – e mostrar o skyline da Marginal Pinheiros, que o fez remeter a de Chicago.
Serão cinco espaços – três palcos, uma tenda eletrônica e uma tenda para crianças. Ao contrário dos principais shows recentes no Brasil, o festival não terá uma pista vip em toda área frontal do palco principal – que será aberta ao público comum. As primeiras atrações serão anunciadas em agosto.
A escolha da data, em abril, também foi fundamental para o acordo. O evento será realizado no feriado da Páscoa, que facilita o esquema de trânsito na região do show. Além disso, faz com que a cidade se torne mais atrativa para o turismo. "A cidade deixa de ser um ponto de partida para se transformar num ponto de chegada”, explica o executivo – e que, com isso, ganha também a simpatia da São Paulo Turismo (SPTuris) e da Prefeitura da cidade. “Tem tudo para ser um marco para São Paulo", finaliza.