Estadão propõe signwall em seu portal
Para ler as notícias do site é preciso inserir login e senha; segundo o jornal, ainda não há pretensão de cobrar pelo conteúdo
Para ler as notícias do site é preciso inserir login e senha; segundo o jornal, ainda não há pretensão de cobrar pelo conteúdo
Bárbara Sacchitiello
21 de janeiro de 2013 - 4h23
Desde o mês passado, os leitores do portal do Estadão começaram a ser convidados a fazer um cadastro para poder acessar as notícias e artigos do site. Gradativamente, o modelo começou a ser ampliado e, agora, já é válido para toda a base de acessos do portal.
Chamado de signwall, o modelo libera o acesso a somente cinco matérias (por mês) no site do Estadão. Após isso, é necessário fazer um cadastro para continuar acessando as notícias. Após a inserção dos dados pessoais (nome, sobrenome, CPF e e-mail), o leitor ganha um login e uma senha, que deverão ser usados a cada novo acesso ao portal, para poder ler quantas notícias desejar.
De acordo com a assessoria de imprensa do grupo, a estratégia não é um teste para a implantação do paywall, o modelo de cobrança pelo acesso ao conteúdo online, que foi adotado pela Folha em meados do ano passado e, posteriormente, também pelo Zero Hora. Segundo o Estadão, o signwall tem por objetivo fornecer mais dados sobre a base de leitores do portal e não há, por ora, planejamento para iniciar as cobranças pelo conteúdo. O Estadão ainda reforça que o acesso é ilimitado – qualquer pessoa poderá fazer o cadastro, sendo ou não assinante do jornal – e que ninguém pagará nada por isso.
Modelo a ser seguido
Embora o Estadão rejeite a ideia de paywall nesse momento, já foi manifestado o desejo de seguir o exemplo da Folha e, em um futuro próximo, adotar um modelo de monetização de seu conteúdo digital. Quando a Folha adotou a estratégia, a reportagem de Meio & Mensagem ouviu executivos de veículos como o Globo, Lance e do próprio Estadão, que declararam ver no paywall a estratégia mais viável para a manutenção de suas operações.
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