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Globo: vídeo com Tufão foi emboscada

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Comunicação

Globo: vídeo com Tufão foi emboscada

Emissora classifica campanha da Vivo como ?uma das formas mais baixas de publicidade?


11 de outubro de 2012 - 5h56

Após a grande repercussão da polêmica envolvendo o vídeo para veiculação na internet criado pela agência VML para a operadora da telefonia Vivo, em que o ator Murilo Benício fala como se fosse o personagem Tufão, da novela Avenida Brasil, a Rede Globo divulga comunicado oficial sobre o episódio.

A emissora classifica a atitude da agência e do anunciante como “uma das formas mais baixas de publicidade, conhecida com marketing de emboscada”. 

As 18 horas em que o filme esteve no ar nos canais oficiais da Vivo entre segunda, 8, e terça, 9, foram suficientes para atrair grande atenção do público e despertar a ira da Globo. O problema é que a peça infringe uma das regras nas quais se baseia o relacionamento da emissora líder da TV aberta com o mercado publicitário, segundo a qual seus personagens não podem ser usados em ações de marketing.

O vídeo foi retirado dos canais oficiais do anunciante na terça-feira, 9, após solicitação da Globo, que não fora consultada sobre a campanha criada pela VML em conjunto com a Y&R, sua co-irmã do Grupo Newcomm que tem parte da conta publicitária da Vivo.

Segundo o comunicado oficial da Globo, Benício informou que a agência lhe disse que a campanha seria negociada com a emissora. O texto diz ainda que “a Globo considera esse episódio gravíssimo e, além das notificações e de ir ao Conar, estuda uma ação de perdas e danos causados em razão da violação de seus direitos”.

Em entrevista ao Meio & Mensagem, Roberto Justus, presidente do Grupo Newcomm, já havia reconhecido o erro de sua agência (leia aqui).

Leia, a seguir, a íntegra do comunicado oficial da Central Globo de Comunicação:

A Globo notificou a Vivo e as agências VML e Y&R exigindo o cancelamento da campanha que se apropriou, sem sua concordância, da imagem do personagem “Tufão” e do universo da novela “Avenida Brasil”.

Consideramos que foi praticada uma das formas mais baixas de publicidade, conhecida com “marketing de emboscada”.

Além de aética, a Globo considera que essa ação é ilegal porque desrespeita deliberadamente os direitos autorais da obra e do personagem e os demais envolvidos na criação e produção da novela.

O ator Murilo Benício informou que gravou com a informação que a campanha seria negociada com a emissora e quando viu no ar sem autorização também pediu que fosse tirada do ar.

A Globo considera esse episódio gravíssimo e, além das notificações e de ir ao Conar, estuda uma ação de perdas e danos causados em razão da violação de seus direitos.

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