Bets causam perdas potenciais de R$ 103 bilhões ao varejo em 2024
Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) avaliou impacto da adesão dos brasileiros aos sites de apostas no faturamento do setor
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Meio & Mensagem
16 de janeiro de 2025 - 12h45
1,8 milhão de brasileiros entraram em situação de inadimplência por comprometer a renda com as bets, segundo levantamento da CNC (Crédito: WPadington/Shutterstock)
O varejo nacional enfrentou perdas de R$ 103 bilhões do faturamento anual potencial com o redirecionamento dos recursos das famílias brasileiras para os jogos em sites de apostas em 2024. O dado é de uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O levantamento indicou, ainda, que 1,8 milhão de brasileiros entraram em situação de inadimplência por comprometer a renda com as bets. Segundo análise da entidade, o descontrole financeiro reduziu a compra de bens e a contratação de serviços, levando à queda do consumo essencial relativo aos itens de primeira necessidade para a sobrevivência.
A CNC considerara os impactos econômicos das apostas online sob dois cenários. No primeiro, a economia sofre perdas estimadas em R$ 39 bilhões no faturamento total, R$ 19,5 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 2,1 bilhões na arrecadação tributária. Já no segundo, os prejuízos sobem para R$ 364 bilhões, R$ 219 bilhões e R$ 14,5 bilhões, respectivamente.
No dia 1º deste mês, começou a valer no Brasil o novo conjunto de regras para as empresas de aposta de quota fixa. Segundo a Lei das Bets, para que uma casa de apostas possa atuar em solo brasileiro, além de cumprir uma série de determinações como, por exemplo, manter sites com o domínio “.bet.br”, atender normas relacionadas à prevenção à lavagem de dinheiro, segurança financeira e práticas de jogo responsável, será necessário pagar uma outorga de R$ 30 milhões para obter a licença de operação.
A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda concedeu autorizações definitivas e em caráter provisório para mais de 60 empresa, que representam cerca de 150 marcas. O Governo Federal arrecadou até o momento mais de R$ 2 bilhões com as outorgas.
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