Em meio às novas tarifas, Ford promove sua fábrica nos EUA em campanha
A fabricante de carros oferece preço baseado nos descontos para funcionários, por tempo limitado, após o anúncio das novas tarifas de importação
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Meio & Mensagem
3 de abril de 2025 - 16h20
(Crédito: Reprodução)
Com informações do Ad Age
A Ford está promovendo a presença de suas fábricas pelos Estados Unidos ao oferecer aos consumidores locais um novo desconto, em uma campanha lançada no momento em que o aumento das tarifas automotivas começa a surtir efeito nas importações.
A ação, intitulada “From America, For America,” inclui um comercial da Wieden+Kennedy, narrado por Bryan Cranston, e será veiculada na televisão americana neste fim de semana, durante os jogos do Final Four de basquete.
Anúncios impressos serão veiculados no Wall Street Journal, New York Times e Washington Post. Também há planos para investimentos em streaming e painés publicitários.
A campanha cita “o momento sem precedentes na história automotiva” – uma vaga referência às tarifas – enquanto afirma que a Ford emprega mais funcionários por hora e produz mais veículos do que qualquer outra fábrica no setor.
O comercial termina promovendo o “desconto de funcionário” para os compradores dos EUA. O acordo é por tempo limitado, o que significa que qualquer cliente pode conseguir o mesmo preço oferecido aos funcionários da Ford nos Estados Unidos até o dia 2 de junho. Alguns modelos não estão inseridos nessa promoção, incluindo os SUVs Raptors, Expedition e Navigator 2025 e os caminhões Super Duty. Assista:
A publicidade é lançada no momento em que as tarifas de 25% impostas pelo presidente Donald Trump entram em vigor. As taxas, assim com as tarifas nas principais peças automotivas importadas, estão previstas entrar em vigor até o dia 3 de maio, levando a aumento nos preços.
As tarifas têm o objetivo de incentivar a manufatura estadunidense, além dee estabelecer montadoras no país é um esforço a longo prazo. Especialistas antecipam que as taxas resultarão em menos vendas de carros, enquanto injetam uma nova camada de incertezas na indústria automotiva, que nos últimos já enfrentou desafios suficientes, como problemas com a cadeia de suprimentos, resultado da falta de microchips, além das parcerias perdidas devido ao Covid-19.
Os automóveis não são parte do programa de Tarifa Recíproca anunciado por Trump nesta quarta-feira.
Dentre os 16 milhões de carros e caminhões de carga vendidos nos EUA ano passado, 46% foram importados, de acordo com a S&P Global Mobility, especialista em dados automotivos.
Com a campanha, a Ford aproveita sua vantagem de fabricação nos EUA. A marca só importa 20% dos veículos vendidos no país, menos do que as outras fabricantes, incluindo aquelas baseadas nos EUA, de acordo com dados de 2024 divulgados pela S&P. A General Motors importa cerca de 42% de seus veículos, enquanto a Stellantis importa 41%. A Volvo tem o maior número de importações, chegando a 89%, seguida da Mazda e Volkswagen, com 80%.
“Nós entendemos que são tempos incertos para muitos americanos,” comenta a Ford em uma declaração. “Não importa se você estiver navegando nas complexidades das mudanças econômicas ou necessitando de um veículo confortável para sua família, nós queremos te ajudar. Nós temos o inventário de varejo para isso, e uma gama de escolhas para os consumidores que buscam um veículo.”
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