Fusão entre Pfizer e Allergan fracassa
Negócio de US$ 150 bilhões foi dissolvido, segundo o The Wall Street Journal
Negócio de US$ 150 bilhões foi dissolvido, segundo o The Wall Street Journal
Roseani Rocha
7 de abril de 2016 - 14h48
Em novembro, a americana Pfizer (fabricante do Viagra) e a irlandesa Allergan (que produz o Botox) haviam anunciado um acordo de fusão, no que criaria a maior empresa farmacêutica do mundo. O modelo seria o de uma fusão reversa, na qual a jurisdição fiscal da Pfizer seria transferida dos Estados Unidos para a Irlanda, onde a empresa pagaria menos impostos.
Agora, no entanto, o mesmo The Wall Street Journal que anunciou a transação afirma que o negócio de cerca de US$ 150 bilhões foi dissolvido, por enfrentar oposição radical do Departamento do Tesouro americano.
As duas empresas, a partir de agora, irão em busca de novos alvos com o objetivo de aumentar receita e funcionar como novas fontes de crescimento. Por conta do cancelamento do negócio, a Pfizer indenizará a Allergan em US$ 150 milhões.
A Pfizer, que hoje vale US$ 200 bilhões, tem intenção de dividir a companhia. Já a medida de uma inversão fiscal, com aquisição de uma empresa estrangeira, com intuito de reduzir a quantidade de impostos a pagar, já havia sido tentada há não muito tempo: em 2014, a companhia tentou adquirir a inglesa AstraZeneca.
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