Liberation Day: o que é e como o Brasil responderá à política de tarifas dos EUA
Casa Branca anunciou tarifa de 10% para todos os produtos que forem importados do Brasil; taxa da China será de 34%
Liberation Day: o que é e como o Brasil responderá à política de tarifas dos EUA
BuscarLiberation Day: o que é e como o Brasil responderá à política de tarifas dos EUA
BuscarCasa Branca anunciou tarifa de 10% para todos os produtos que forem importados do Brasil; taxa da China será de 34%
Meio & Mensagem
2 de abril de 2025 - 11h58
Atualizada às 18h27
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou nesta quarta-feira, 2, as novas diretrizes tarifárias do País para a importaçao de mercadorias de outras nações. A data foi batizada porTrump como “Liberation Day” — Dia da Libertação, em tradução para o português.
O plano foi divulgado no evento “Make America Wealthy Again”, em Washington, DC. No caso do Brasil, será cobrada uma taxa de 10% de todas as importações feitas do País. Segundo Trump, no caso do Brasil será colocada em prática a agenda da reciprocidade nas tarifas, com os EUA passando a cobrar o imposto dos países que já impõem tarifas para a compra de produtos norte-americanos.
No geral, a administração de Trump declarou que procurou aplicar uma tarifa recíproca de cerca de 50% do valor imposto pelos países aos produtos dos Estados Unidos. A partir desse cálculo, feito pela própria administração do republicano, a China, que segundo os EUA aplica uma tarifa de importaçao de 67% aos produtos do país, passará a ter de pagar um imposto de 34% sobre os produtos dos EUA.
Para a União Europeia, que segundo a administração de Trump impõe uma tarifa de 39% aos produtos norte-americanos, a tarifa imposta será de 20%. No evento, o presidente apresentou uma tabela para exemplificar como serão aplicadas as novas tarifas em diferentes países.
(Crédito: Somodevilla/Shutterstock)
A nova estrutura comercial é uma resposta do governo do republicano ao que ele considera como supostas barreiras desproporcionais impostas aos bens e produtos norte-americanos, e que teriam prejudicar o país historicamente, uma herança de governos anteriores que reduziam as barreiras de comércio para os EUA.
Essa já era uma premissa que Trump tratava durante suas campanhas eleitorais e espera-se que as tarifas mais robustas entrem em vigor de forma imediata, segundo a Casa Branca.
Agora, em vez do tratamento igualitário aos países conforme estabelecido pelo sistema multilateral, proposto pela Organização Mundial do Comércio (OMC), cada caso foi analisado de forma especifica para aplicação das tarifas recíprocas.
A medida tem sido vista como uma espécie de protecionismo, à medida em que os EUA vem enfrentando o risco de uma recessão em um cenário de inflação elevada, o que poderia acabar por afetar a economia global, consequentemente, em meio a uma possível guerra comercial frente à nova política.
Algumas tarifas já estão em vigor, sobretudo vinculadas ao México, Canadá e China, os principais parceiros comerciais do país. É o caso dos 25% aplicados sobre automóveis já finalizados, que deverão entrar em vigor na próxima quinta-feira, 3, e sobre pelas de veículos até maio. A mesma porcentagem foi aplicada a importações de aço e alumínio — com o Canadá sendo um dos principais importadores para os EUA.
Entre as demais indústria que estão na mira de Trump estão de semicondutores, farmacêuticas, de cobre e madeira.
No geral, o plano prevê mais investimentos, empregos e “mais dinheiro” no bolso dos americanos, de acordo com postagem da Casa Branca em seu perfil no X, antigo Twitter.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) os destaques em exportação, do Brasil para os Estados Unidos são o petróleo, semifaturados de ferro e aço e o café.
Como reação às diretrizes de Trump, ainda antes da revelação de qual seria a taxa, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou na última terça-feira, 1, um projeto de lei pela reciprocidade comercial.
Isso significa que o governo brasileiro pode reagir com a retaliação de medidas que prejudiquem produtos brasileiros no exterior, bem como prejudiquem a competitividade internacional.
O PL 2.088/2023 surgiu há dois anos como resposta a medidas da UE que impõem restrições de importação a países que não cumpram determinados critérios ambientais. O texto traz fundamentos para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais, incluindo a adoção de contramedidas na forma de restrição a importações de bens e serviços, conforme consta no Artigo 3°.
Compartilhe
Veja também
Bets: 55% dos torcedores avaliam positivamente sites de apostas
Levantamento da Brazil Panels revela que, para os apostadores, a principal motivação para fazer uma aposta é a diversão
Páscoa 2025 deve movimentar R$ 5,3 bilhões, diz pesquisa
Estudo mostra que cartão de crédito e parcelamento é a opção favorita do consumidor para comprar os produtos desta data