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Natura usa drones com inteligência artificial para mapear Amazônia

Parceria com a startup Bioverse resultou no maior inventário florestal já feito por sobrevoo de drones na região


2 de abril de 2025 - 17h31

Natura usa drones com inteligência artificial para mapear Amazônia

Natura usa drones com inteligência artificial para mapear Amazônia (Créditos: Gino Tuesta/Shutterstock)

A Natura, em parceria com a startup brasileira Bioverse e comunidades amazônicas, realizou o maior inventário florestal já feito no Brasil utilizando drones com inteligência artificial.

O objetivo do estudo é expandir as cadeias produtivas da marca no território, coletar dados relevantes para projetos de conservação e recuperação florestal, como a mensuração de estoques de carbono e a saúde das espécies, além de avaliar o potencial produtivo e econômico da floresta conservada.

Como foi realizado o projeto?

Durante seis meses, o estudo feito em parceria com cerca de 70 famílias das comunidades dos municípios de Abaetetuba e Irituia, no Pará, mapeou e coletou dados de 60 mil hectares de floresta, área que equivale a aproximadamente 100 mil campos de futebol.

Para isso, a Bioverse criou uma tecnologia própria de monitoramento por drones com processamento de imagens e extração de dados que envolvem geoprocessamento e IA. Pelos métodos convencionais, um inventário nessa área levaria mais de duas décadas.

O desenvolvimento dessa plataforma de aerolevantamento foi realizado com a Xmobots e também contou com o apoio do Governo Federal por meio do Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Algumas pessoas que participaram do projeto foram contratadas e receberam treinamentos para instalar e operar os equipamentos de sensoriamento remoto, assim como para o uso de softwares.

Esse movimento mapeia espécies 200 vezes mais rápido, identificando também áreas degradadas para recuperação florestal.

Para a Natura, o inventário florestal da região impacta o desenvolvimento e a manutenção das cadeias produtivas a longo prazo, como as de tucumã e açaí, que originam bioingredientes presentes em linhas como Natura Ekos.

O manejo dos bioativos é feito de maneira sustentável, em parceria com 44 comunidades amazônicas, que somam mais de 10 mil famílias agroextrativistas.

Preservação ambiental

Desde 2000, com o lançamento da linha Natura Ekos, a companhia estabeleceu na região um modelo de negócio baseado na bioeconomia, desenvolvendo 44 bioingredientes. Para os próximos dois anos, a meta de expansão é 49.

Como meta para 2030, a Natura planeja ampliar para 3 milhões de hectares a área de floresta conservada.

” A Natura tem como meta ser uma empresa regenerativa até 2050, com impactos positivos para as pessoas, a natureza e a sociedade. Projetos como esse promovem um impacto ambiental, mas também social, a partir do momento em que são capacitadas as comunidades locais com inovação e tecnologia para que possam fazer uso sustentável dos recursos da Amazônia e prosperarem em seus negócios”, disse Rômulo Zamberlan, diretor de pesquisa avançada da Natura.

As ambições públicas também incluem o compromisso de aumentar para 30% os ingredientes-chave provenientes de comunidades e pequenos agricultores com ênfase na regeneração.

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