Marketing

Vendas do varejo caem em maio

Acumulado de 2012, entretanto, ainda é positivo em 5,8%; hipermercados e supermercados contribuem mais para resultados totais

i 11 de julho de 2012 - 12h24

Dados publicados pelo IBGE nesta quarta-feira, 11, apontam queda nas vendas do varejo no mês de maio (isso considerando o chamado varejo ampliado, que inclui as categorias “veículos e motos, partes e peças” e “material de construção”). A queda em volume de vendas foi de 0,7% sobre abril. No acumulado de 2012, no entanto, o volume de vendas ficou positivo, em 5,8%. 

Em receita nominal, a queda em maio sobre abril foi de 0,2% e no acumulado de 2012, o número é positivo em 7,5%. Na comparação entre maio de 2012 e o mês anterior, os resultados foram: crescimentos de 3,5% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 1,6% em Livros, jornais, revistas e papelaria; 0,3% para Tecidos, vestuário e calçados; 0,1% em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 0,0% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos. A partir daqui vêm as quedas: -0,2% em Outros artigos de uso pessoal e doméstico; -0,8% para Combustíveis e lubrificantes e -3,1% para Móveis e eletrodomésticos. Já nas categorias complementares do chamado varejo ampliado, Veículos e Motos cresceram 1,5% e material de construção despencou 11,3%.

Já quando foi considerado maio deste ano sobre maio de 2011, somente a categoria Livros, jornais, revistas e papelaria teve desempenho negativo (-3,6%). O crescimento das demais, em ordem de importância para o resultado global foram Hipermercados, supermercados e produtos alimentícios, bebidas e fumo (9%), Móveis e eletrodomésticos (9,3%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,9%). O IBGE atribui a influência da primeira categoria no total do varejo pelo aumento da massa de salários, assim como pelo aumento de gastos dos consumidores para comemoração do Dia das Mães. No segundo caso, contribuíram a política de incentivos do governo, com redução de IPI para linha branca, manutenção do crédito, estabilidade de emprego e crescimento da renda. Por fim, a terceira categoria tem como fatores de peso, além da massa salarial, a própria essencialidade dos produtos.
 

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