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Com Eletromidia e avanço do Globoplay, Globo lucra R$ 1,99 bilhão

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Com Eletromidia e avanço do Globoplay, Globo lucra R$ 1,99 bilhão

Globo Comunicação e Participações (GCP) encerrou 2024 com receita de R$ 16,4 bilhões, um crescimento de 8% na comparação com 2023


2 de abril de 2025 - 12h19

Globo lucra

Upfront realizado pela Globo em outubro do ano passado, para apresentar os principais projetos de 2025, ano de celebração do centenário da companhia (Crédito: Bob Paulino)

Atualizada às 17h20

A Globo Comunicação e Participações (GCP), empresa que abrange as operações de TV e conteúdo da Globo, bem como o portfólio digital, que inclui g1, ge e gshow, atingiu uma receita de R$ 16,4 bilhões no ano passado, o que representa um crescimento de 8% em relação ao ano de 2023.

As informações fazem parte do balanço financeiro da empresa, que foram publicados nesta quarta-feira, 2, e repercutidos pelo Valor Econômico. No geral, os resultados apontam que o grupo voltou a ter lucro: R$ 1,99 bilhão, valor 138% acima do resultado de 2023, que apontou lucro líquido de R$ 838 milhões.

Ao Valor Econômico, Manuel Belmar, diretor de produtos digitais, finanças, jurídico e infraestrutura da Globo, classificou 2024 como um ano “extraordinário”, com bom desempenho em todas as frentes de negócios.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida), foi de R$ 1,55 bilhão, 26% acima do ano passado.

OOH, Telecine e Globoplay

Na reportagem do Valor Econômico, além do bom desempenho operacional, também são apontadas duas aquisições feitas pela companhia no ano passado como responsáveis pela alta nos negócios.

Em dezembro, a GCP, que já era sócia da Eletromidia, com 27,5% de participação, adquiriu o controle majoritário da empresa de out-of-home, passando a deter 75% das ações. O restante das ações também será adquirido pela Globo após a realização de uma outra oferta pública, que demandará um investimento adicional de R$ 1,2 bilhão.

Por conta da ampliação da participação, a GCP passou a considerar os resultados da Eletromidia no balanço de 2024.

Além da empresa de OOH, no ano passado a Globo também passou a controlar 100% das operações do Telecine, ao adquirir as participações que a Amazon, Paramount e NBC Universal ainda tinham no grupo de canais. De acordo com a companhia, a aquisição foi feita por um “valor simbólico” e a GCP passou a tratar o Telecine como uma oferta complementar de seu conteúdo linear e sob demanda.

Outro ponto destacado pelo grupo nos resultados financeiros é o crescimento do Globoplay. Embora não divulgue os números exatos de assinantes, a Globo afirma que sua plataforma de streaming cresceu 42% em 2024 na comparação com o ano anterior. O Premiere Play, serviço de conteúdo sob demanda de transmissões esportivas, cresceu 41% em 2024.
Belmar ainda declarou ao Valor Econômico que o caixa da GCP, ao fim de dezembro de 2024, era de R$ 13,6 bilhões, 4% abaixo do valor do caixa em 2023.

Em relação à dívida bruta, o valor registrado pela GCP foi de R$ 6,6 bilhões, alta de 30% em relação à dívida de 2023. A explicação para o aumento, segundo Belmar, está na alta do dólar perante o real e na consolidação da dívida bruta da Eletromidia no balanço.

Os resultados da Eletromidia

Nessa terça-feira, 1, outra reportagem do Valor Econômico também havia relatado os resultados financeiros da Eletromidia no passado. A empresa de out-of-home teve receita líquida de R$ 1,19 bilhão em 2024, ampliando em 26,5% a receita de 2023.

O lucro da empresa foi de R$ 198, 3 milhões, uma alta de 24,7% em comparação com o exercício anterior.

Em termos de alcance, a empresa, que é liderada pelo CEO, Alexandre Guerrero, tinha no fim de 2024 um total de 69 mil paineis instalados no Brasil, sendo 75% deles digitais. Ao fim do exercício anterior, eram 65,8 mil telas.

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