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Globo tem receita de R$ 15,1 bilhões em 2023 e mira mercado de influência

Em entrevista ao Valor Econômico, Paulo Marinho, diretor presidente da empresa, revelou que empresa investe em TV 3.0 e que investirá no agenciamento comercial de seus talentos


8 de março de 2024 - 8h42

Globo receita

Estúdios Globo (Crédito: Globo)

A Globo encerrou o ano de 2023 com uma receita de R$ 15,16 bilhões, recuperando os índices pré-pandemia.

Os resultados foram revelados pelo diretor-presidente da empresa, Paulo Marinho, em entrevista ao Valor Econômico, publicada nessa quinta-feira, 7.

Marinho responde por todas as marcas da Globo ligadas diretamente ao conteúdo audiovisual, como TV Globo, Globoplay, canais por assinatura e portais.

Ao Valor Econômico, que faz parte do Grupo Globo, o executivo antecipou alguns dos resultados financeiros que serão publicados no fim de março.

Segundo Marinho, a Globo encerrou o ano passado com um total de R$ 14,2 bilhões em caixa, o que, segundo ele, garante tranquilidade para a continuidade dos investimentos da empresa, que há cinco anos abraçou o propósito de se transformar em uma mediatech, combinando ofertas de conteúdo e tecnologia.

Globo: convergência entre TV e internet

Ao Valor Econômico, Paulo Marinho revelou que a Globo, agora, tem como foco a TV 3.0, que combina os sinais de televisão e internet nos aparelhos de TV conectada, algo que, na visão do diretor-presidente, tende a derrubar as barreiras que ainda separam digital e TV.

Marinho diz que, dos 60 milhões de aparelhos de TV conectada existentes no Brasil atualmente, 36 milhões já contam com o Globo ID, o login de acesso aos produtos da Globo. No geral, Marinho diz que existem 140 milhões de contas no Globo ID.

O executivo afirmou, ainda, que os testes de TV 3.0 devem ter início em 2025, para que o modelo, em que o espectador tenha ampla interatividade com o conteúdo, já esteja disponível em 2026.

Globo e o marketing de influência

Na mesma entrevista, o executivo comentou sobre os novos negócios da empresa e ressaltou que companhia planeja ampliar sua participação no segmento de marketing de influência.

Os primeiros passos nesse sentido já foram dados. Neste ano, por exemplo, a Globo assumiu a gestão comercial dos participantes Pipoca do BBB 24 por meio do Viu, hub de conteúdo para redes sociais do grupo.

Com um vasto banco de talentos, a Globo pretende cuidar diretamente da gestão desses influenciadores, viabilizando parcerias com marcas anunciantes, como fazem as grandes agências de marketing de influência. Tadeu Schmidt e Maria Beltrão são os apresentadores da casa que já fazem parte do modelo.

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