Quais as novas oportunidades de negócios na busca digital?
Com 5 trilhões de pesquisas feitas a cada ano, Google reforça que vídeos, áudios, imagens e IA já fazem parte da jornada de pesquisa e que anunciantes precisam acompanhar esse movimento
Quais as novas oportunidades de negócios na busca digital?
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BuscarCom 5 trilhões de pesquisas feitas a cada ano, Google reforça que vídeos, áudios, imagens e IA já fazem parte da jornada de pesquisa e que anunciantes precisam acompanhar esse movimento
Bárbara Sacchitiello
31 de março de 2025 - 6h05
(Crédito: Shutterstock)
A cada ano, mais de 5 milhões de pesquisas são feitas nas plataformas do Google em todo o mundo. Esse dado, referente a janeiro de 2025, foi apresentado pela companhia em um evento realizado na semana passada, em São Paulo, como forma de demonstrar como a prática de recorrer à internet para as mais variadas questões cotidianas segue inabalável.
Não é possível, no entanto, negar que a forma pela qual as pessoas procuram as informações no ambiente digital mudou. Há algum tempo, além do tradicional buscador do Google, as pessoas, principalmente as mais jovens, começaram a recorrer a outras plataformas para encontrar produtos, caminhos, conceitos, músicas, ideias e as mais variadas demandas.
Na visão do Google, essas mudanças – e maior pluralidade de plataformas sociais nas quais as pessoas fazem buscas – representam maiores oportunidades para que os anunciantes se aproveitem dessa latente curiosidade dos usuários para se conectar com seu público-alvo, não somente pelo tradicional buscador, mas também por vídeos, imagens e voz.
Dos 5 trilhões de buscas anuais feitas nas plataformas do Google, a maior parte é feita pela Geração Z. A plataforma não revelou numericamente quantas das atividades de busca são feitas por essa geração, mas destacou esse insight como forma de mostrar que, apesar de estarem fazendo buscas em plataformas como TikTok e Kwai, os mais jovens não deixaram de lado o YouTube, Shorts e o próprio Search do Google.
“Quando olhamos para esse dado vemos que faz sentido que a geração Z ainda utilize mais as ferramentas do Google porque essas pessoas nasceram quando a busca já estava consolidade e se habituaram a isso. Elas aprenderam a procurar e a fazer tudo ali”, descreve Gleidys Salvanha, diretora de negócios para o varejo do Google.
Para entender como a geração Z – e também como as demais gerações – fazem suas buscas nas plataformas digitais, a empresa dedicou-se ao estudo Anatomia da Busca, que ouviu 200 pessoas sobre seus hábitos de buscas na internet e acompanhou, por três meses, outros 14 indivíduos para entender como esses consumidores vão do interesse por algo à efetivação da compra.
Esse estudo sinalizou que as buscas são um momento crucial para que as pessoas descubram novas marcas e empresas. Entre os entrevistados, 63% dos consumidores disseram que estão dispostos a comprar ou experimentar novas marcas, mesmo das quais nunca ouviram falar, por meio das opções de busca. Além disso, em 69% dos casos em que as pessoas descobriram alguma nova marca, o Google ou o YouTube tiveram participação nesse processo.
E mesmo quando fazem buscas nas redes sociais ou em outros canais, 73% dessa amostra de entrevistados disseram que recorrem a pelo menos algum dos canais do Google para avaliar aquele produto ou serviço que visualizaram. E 81% dos pesquisados afirmaram que os vídeos do YouTube ajudam a decidir o quê e quando comprar.
A expectativa é que as buscas ganhem funcionalidades adicionais com o avanço da inteligência artificial, algo que vem demandando investimentos robustos do Google, a fim de auxiliar de forma mais direta as pessoas a entenderem e sofisticarem suas buscas, sejam no tradicional Search ou em vídeos, via imagens e áudio.
“É muito importante que as agências e anunciantes olhem para toda essa jornada dos consumidores, que não é linear e que passa por diferentes etapas até a conclusão da compra, e, de forma criativa, consigam ajudar a responder aquilo que o consumidor busca de forma inteligente, aproveitando a multicanalidade da busca para criar conexão de maneira efetiva”, conclui Gleidys.
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