Meio & Mensagem
4 de abril de 2025 - 17h31
Após declarações da Casa Branca de que o futuro do TikTok nos Estados Unidos seria decidido ainda essa semana, o governo anunciou um novo prazo de 75 dias para que a venda do app da ByteDance seja feita a uma empresa de fora da China.

(Crédito: Algi Febri Sugita/Shutterstock)
A possibilidade de um segundo adiamento já havia sido declarada por Donald Trump ainda em janeiro, depois de emitir uma ordem executiva que deu mais 75 dias para que a empresa encontrasse um comprador norte-americano e que terminaria no próximo sábado, 5. O prazo original havia sido estipulado ainda em 2024 durante o governo Biden. Agora, a transação deverá acontecer até o dia 18 de junho. Caso contrário, o app poderá ser banido dos EUA.
Nesta semana, a imprensa internacional repercutiu o plano da Casa Branca de apoiar um acordo que vende o aplicativo a investidores locais, que inclui empresas como Andreessen Horowitz, Blackstone, Silver Lake, entre outros.
Em seu perfil na plataforma Truth Social, o presidente dos EUA escreveu que “o acordo exige mais trabalho para garantir que todas as aprovações necessárias sejam assinadas”. Ele ainda endossou não querer que o aplicativo, que conta com mais de 170 milhões de usuários no país, desapareça.
Para além do imbróglio com o TikTok, que envolve possíveis ameaças à segurança nacional segundo os EUA, a China tem sido um dos principais alvos no que diz respeito à imposição de tarifas. Em março, Trump afirmou que poderia reduzir tarifas à China em troca do acordo, cuja oferta foi rejeitada.
Durante o Liberation Day, na última quarta-feira, 2, a Casa Branca anunciou tarifas de 54% sobre o país asiático — resultado de duas parcelas de 10% anunciadas ainda em janeiro. Como forma de retaliação, a China deverá impor tarifas recíprocas de 34% sobre as importações norte-americanas a partir da próxima semana.
O futuro do TikTok nos EUA está em jogo desde 2024, quando Joe Biden sancionou um projeto de lei que bania a rede social nos EUA caso não fosse comercializada a uma empresa de fora da China. No início do ano, o aplicativo chegou a ficar fora do ar no país, mas a suspensão durou pouco mais de 12 horas.