A revolução digital no cinema: fenômeno à altura da música
O impacto do marketing digital no sucesso de Ainda Estou Aqui e na ascensão de Fernanda Torres ao Oscar 2025
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28 de fevereiro de 2025 - 14h00
Lembram de como artistas desconhecidos se tornaram fenômenos globais graças ao YouTube, Instagram, TikTok e outras plataformas? Agora, é a vez do cinema vivenciar uma revolução semelhante. Cada conquista internacional, seja um filme ovacionado em Cannes ou uma música tocada nos quatro cantos do mundo, reverbera como um eco de pertencimento em milhões de corações.
Com o filme Ainda Estou Aqui, o marketing digital mostrou seu poder transformador, impulsionando uma produção brasileira ao cenário mais cobiçado de Hollywood de forma emocionante e sem precedentes. Essa mudança equipara a experiência do cinema à revolução vivida pelo mercado musical, onde o sucesso pode nascer de cliques e compartilhamentos, conectando criadores e público diretamente, sem fronteiras.
Esta obra de Walter Salles tornou-se um verdadeiro fenômeno nas redes sociais, catalisando engajamento de uma forma que o cinema brasileiro jamais havia visto. A equipe do filme e os fãs adotaram estratégias típicas do marketing digital moderno:
Essas táticas de marketing digital quebraram barreiras geográficas, fazendo um drama brasileiro dialogar com espectadores de diferentes culturas em tempo real. O engajamento deixou de ser apenas nacional: comentários e fanarts em várias línguas pipocavam na internet, mostrando um envolvimento orgânico e apaixonado do público mundial.
O digital como pilar do futuro do cinema
Mesmo antes da premiação final de Ainda Estou Aqui e de Fernanda Torres a mensagem é clara: marketing digital não é mais acessório, é fundamental no cinema contemporâneo. A forma como consumimos e promovemos arte mudou para sempre. Se antes o sucesso de um filme estrangeiro dependia de distribuição limitada e críticas impressas, hoje ele pode nascer e florescer nas redes sociais e plataformas online. O digital democratizou o acesso e a divulgação – uma história com qualidade e apelo emocional pode encontrar seu público sem intermediários, impulsionada pelo compartilhamento espontâneo e por estratégias criativas que falam a língua da audiência atual.
Mais do que números de bilheteria, importa agora o engajamento: comentários, curtidas, trending topics, fan videos, desafios virais. Os estúdios e cineastas que abraçam essa realidade conseguem criar verdadeiros movimentos em torno de seus filmes. E isso não beneficia apenas o marketing, mas enriquece a experiência cinematográfica em si – o público sente-se parte da jornada, torcendo, discutindo teorias, celebrando juntos as vitórias. Histórias de todas as partes do mundo ganham uma chance mais justa de brilhar, desenhando um futuro em que o cinema será cada vez mais plural e conectado.
Essa transformação digital também antecipa o futuro do cinema. Novas gerações, nativas do meio online, descobrirão filmes não pela propaganda tradicional, mas pelas recomendações de um youtuber emocionado, por um meme engraçado no Instagram ou pela trend do momento no TikTok. O marketing digital bem-feito cria pontes emocionais entre a obra e o espectador – e uma vez que a emoção nos conquista, nos tornamos divulgadores voluntários, indicando o filme para amigos, reproduzindo falas marcantes e expandindo o fenômeno.
A partir de agora, cada cineasta sabe que, se conseguir tocar o público digitalmente, seu filme poderá ir aonde os sonhos alcançam. E para os espectadores, fica a inspiração de que toda curtida, compartilhamento ou tweet pode ajudar a escrever a próxima página da história do cinema.
Sobre quem irá ganhar o Oscar? Já conquistamos o maior dos prêmios: o reconhecimento internacional, que antecipa o brilhante futuro das produções feitas em terras tupiniquins para o mundo.
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