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Marcas transformadoras: como algumas empresas se tornam essenciais para a vida moderna

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Opinião

Marcas transformadoras: como algumas empresas se tornam essenciais para a vida moderna

Se, de repente, o Uber deixasse de existir, conseguiríamos nos virar? E se o WhatsApp saísse do ar indefinidamente? Se o Waze desaparecesse amanhã, quanto tempo levaria para voltarmos a usar mapas de papel?

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3 de abril de 2025 - 6h00

Vivemos em uma era em que algumas marcas se tornaram quase invisíveis porque estão tão integradas ao nosso dia a dia que nem percebemos seu impacto — até que falhem. Isso nos leva a uma questão fundamental: o que faz uma marca transcender o status de empresa e se tornar um agente de transformação na sociedade?

Spotify, iPhone, WhatsApp, Tesla, Waze, Google, Amazon… Essas marcas não apenas conquistaram mercados; elas criaram novas formas de viver e de se relacionar com o mundo. Neste artigo, vamos destrinchar os mecanismos que permitiram essa ascensão e o que qualquer empresa pode aprender com elas para se tornar indispensável.

1. Elas resolvem dores humanas fundamentais, não apenas problemas de mercado

As marcas transformadoras não surgem apenas de um bom modelo de negócios. Elas emergem de necessidades humanas profundas.

• Uber: resolveu o problema da imprevisibilidade e falta de transparência no transporte urbano.
• WhatsApp: eliminou o custo e a limitação geográfica da comunicação global.
• Spotify: substituiu a posse de músicas pelo acesso ilimitado, eliminando a pirataria.
• Amazon: tornou a compra de qualquer item algo instantâneo e previsível.
• Waze: deu aos motoristas um poder coletivo para driblar o trânsito.

Cada uma dessas empresas não apenas ofereceu um produto melhor, mas desbloqueou uma nova possibilidade de vida. Elas entenderam algo fundamental: o ser humano busca comodidade, acesso, previsibilidade e controle. Quem resolve essas necessidades de maneira superior ao status quo cria algo que não pode mais ser ignorado.

2. Criam um novo padrão de comportamento

Não basta ter uma solução inovadora. Para uma marca transformar o mundo, ela precisa mudar a maneira como as pessoas agem.

O WhatsApp não foi o primeiro aplicativo de mensagens. Mas foi o primeiro a tornar a troca de mensagens tão simples, confiável e onipresente que se tornou o novo padrão.
• Ele eliminou barreiras: mensagens gratuitas, sem precisar de login complexo.
• Criou um efeito de rede avassalador: com um design simples e acessível, qualquer pessoa — de um adolescente a um idoso — poderia adotar rapidamente.
• Fez o SMS parecer obsoleto: enquanto operadoras cobravam por mensagens, o WhatsApp ofereceu um canal livre e instantâneo.

Marcas transformadoras ensinam novos hábitos e fazem com que a alternativa anterior pareça desatualizada e até mesmo incômoda.
O iPhone fez isso com o touchscreen, o Uber fez isso com o transporte, e o Netflix fez isso com o streaming. Elas não apenas trouxeram inovação; elas treinaram o cérebro do consumidor a pensar diferente.

3. Geram um ciclo de adoção irreversível

Quando uma marca transforma uma sociedade, ela não dá margem para o retrocesso. Depois que o Uber tornou o transporte privado mais previsível e confortável, o consumidor não quer mais enfrentar a incerteza de um táxi.

Esse efeito acontece porque as marcas transformadoras criam uma combinação de conveniência, confiança e experiência melhorada. No caso do WhatsApp:
• Conveniência: mensagens instantâneas sem custo.
• Confiança: criptografia e integração com contatos telefônicos.
• Experiência melhorada: envio de fotos, vídeos, áudios e chamadas sem precisar de outra plataforma.
Quando essas camadas se unem, um novo padrão se estabelece, e voltar atrás parece um retrocesso impensável.

A Amazon fez isso com o varejo. O Google fez isso com as buscas. O Waze fez isso com a mobilidade.

4. Criam ecossistemas, não apenas produtos

Marcas transformadoras não param no primeiro impacto. Elas constroem ecossistemas para que seus usuários fiquem cada vez mais imersos.

O iPhone começou como um smartphone revolucionário, mas o que o consolidou foi o ecossistema da Apple: App Store, iCloud, MacBooks, AirPods e um sistema fechado que torna difícil sair desse universo.

O WhatsApp poderia ser apenas um app de mensagens, mas ele evoluiu para um ecossistema de comunicação completo: chamadas de áudio e vídeo, status, grupos e até WhatsApp Business para empresas.

O Uber saiu do transporte e criou um ecossistema de mobilidade e delivery, com Uber Eats, Uber Flash e agora até testes para carros autônomos.
Criar um produto indispensável é o primeiro passo. Mas construir um ecossistema fechado que absorve e expande a experiência do usuário é o que realmente torna uma marca transformadora.

5. Conectam propósito e tecnologia para amplificar impacto

Por trás de toda marca transformadora há uma crença poderosa sobre o futuro.
• O Tesla não vende apenas carros elétricos; ele vende a ideia de um mundo sustentável.
• O Airbnb não aluga apenas casas; ele promove o conceito de viagens mais humanas.
• O WhatsApp não conecta apenas pessoas; ele elimina barreiras de comunicação.

Quando propósito e tecnologia se unem, o impacto de uma marca se torna exponencial. Isso gera engajamento emocional e faz com que os consumidores se tornem embaixadores naturais da marca.
Esse é um dos motivos pelos quais a Apple tem fãs tão fiéis e o Uber conseguiu se espalhar globalmente mesmo enfrentando desafios regulatórios. As pessoas compram a visão da marca, não apenas seu serviço.

O futuro: quais marcas transformarão nossa próxima década?

Se olharmos para frente, quais serão as próximas marcas que redefinirão a sociedade? Inteligência artificial, computação espacial, neurotecnologia e mobilidade autônoma prometem criar novas “indispensabilidades” nos próximos anos. Hoje, ainda conseguimos imaginar uma vida sem ChatGPT ou carros autônomos. Mas daqui a 10 anos, será que conseguiremos viver sem eles?

Olhando para o passado, uma coisa é certa: as marcas que mudam o mundo não são apenas aquelas que inovam, mas aquelas que entendem profundamente as dores humanas e criam soluções tão revolucionárias que passam a ser invisíveis — porque se tornam parte da nossa vida.

Se sua empresa quer ser transformadora, a pergunta é:

O que você pode criar hoje que será indispensável amanhã?

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