Não confunda talento com ferramenta
Em resumo, a IA não deverá substituir o trabalho humano, seja porque não precisaremos de humanos fazendo as tarefas ou porque os humanos que fazem a tarefa poderão apenas monitorar a IA trabalhar
Em resumo, a IA não deverá substituir o trabalho humano, seja porque não precisaremos de humanos fazendo as tarefas ou porque os humanos que fazem a tarefa poderão apenas monitorar a IA trabalhar
14 de março de 2024 - 16h01
Ouvi a frase que dá título a este artigo numa palestra que assisti por acidente (serendipidade que chama, né?). Jared Ficklin, fundador da argodesign, sintetizou nesta frase o que ouvi diversas vezes nas palestras da trilha sobre Inteligência Artificial: a tecnologia potencializa as pessoas, para o bem e para o mal.
Claro que as diferentes plataformas permitirão que pessoas sem habilidades específicas consigam fazer entregas muito melhores fora de saus áreas de competência. Um contador poderá fazer relatórios esteticamentemais atraentes e efetivos, e um designer poderá cuidar da sua contabilidade de maneira muito mais cuidadosa usando ferramentas de IA. Mas esse será o novo padrão, o comum, aquele nível de entrega que não destaca, não gera diferencial competitivo.
Se a IA fará alguém sem habilidade fazer uma entrega OK, alguém talentoso, com as habilidades adequadas fará algo desporoporcional. Veja, a Inteligência Aritifical gera resultados exponenciais, então o impacto feito na entrega de alguém com 100% mais talento do que outro será uma entrega melhor na enésima potência.
E aqui está o prêmio do jogo. É assim que surgirão as “equipes do bilhão” apresentadas por Ian Beacraft em sua palestra aqui no SXSW este ano. Estas são equipes formadas por pessoas talentosas e com domínio da IA. A primeira parte é tão improtante quanto a segunda: não basta dominar as ferramentas, tem que ser capaz de conceber, enxergar um horizonte, criar um final. Por isso, Ian defende que os trabalhadores bem sucedidos serão os criativos generalistas: pessoas talentosas em suas áreas de competência, mas com um largo espectro de conhecimento e capaz de fazer conexões entre diferentes áreas.
Em resumo, a IA não deverá substituir o trabalho humano, seja porque não precisaremos de humanos fazendo as tarefas ou porque os humanos que fazem a tarefa poderão apenas monitorar a IA trabalhar. Uma quantidade descomunal de valor será destravado nos próximos anos por conta do poder da inteligência artificial, e para conseguir acessar esse valor, nós humanos somos fundamentais e precisamos esmerar nossos talentos pessoais (inatos e adquiridos) e aprender a plugar IA na rotina de trabalho. É quando o talento encontra as ferramentas certas, algo incrível acontece.
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