O Rock in Rio da economia criativa
Como no festival de rock que agora toca de tudo, o SXSW é hoje o lugar certo para descobrir o que está rolando no universo da criatividade turbinada pela tecnologia
Como no festival de rock que agora toca de tudo, o SXSW é hoje o lugar certo para descobrir o que está rolando no universo da criatividade turbinada pela tecnologia
10 de março de 2023 - 15h40
Crédito: GSPhotography/ Shutterstock
Começou hoje mais um SXSW – salvo engano, a 37ª edição do festival – mas para mim, a primeira. Além de reunir gente do mundo inteiro para discutir ideias inovadoras e apresentar novas tecnologias, tem também festival de música, de filmes, de comédia, premiação… Isso tudo só na programação oficial, sem contar o zilhão de atividades paralelas.
Fun fact: o nome South by Southwest (de onde vem a sigla SXSW) foi inspirado no clássico “North by Northwest”, de Alfred Hitchcock. No Brasil, o filme ganhou o nome de “Intriga Internacional”. A ideia dos criadores do festival era conectar o mundo à cultura do Texas (ou vice-versa), que, não por acaso, fica no sudoeste dos EUA.
Isso foi em 1987. De lá para cá, a coisa escalou de tal modo que hoje tem de tudo, é um mistério: de mudanças climáticas à revolução no ambiente de trabalho, passando por música + tecnologia e “psicodélicos” (sim, essa é uma das 25 trilhas).
Como não dá para ver tudo, escolhi focar em temas relativos à economia da influência, que é a minha praia. Vou listar aqui algumas tendências emergentes dessa área que espero ouvir aqui:
1. Plataformas de streaming: Quero falar de streaming ao vivo, como Twitch e YouTube Live, plataformas que estão se tornando cada vez mais populares entre os creators. São as ferramentas que permitem que eles interajam diretamente com os fãs em tempo real e permitem monetizar suas transmissões ao vivo.
2. Conteúdo curado e personalizado: Com o aumento do número de influenciadores, os creators estão cada vez mais buscando maneiras de se diferenciar, e uma delas é criar conteúdo personalizado para sua comunidade.
3. Alternativas de monetização: Alguns influenciadores estão procurando formas de monetização que não dependam das plataformas tradicionais de social media, por exemplo, venda de produtos, merchandising ou mesmo a criação da própria marca ou plataforma de e-commerce.
4. Conteúdo de longo prazo: Com o amadurecimento da carreira, tem muita gente mudando seu foco de criação. A tendência do conteúdo de curto prazo deve evoluir para a criação de conteúdo de longo prazo, como podcasts, livros ou séries de vídeos, por exemplo.
5. Diversidade e inclusão: À medida que a economia da influência continua a crescer, também cresce o reconhecimento da importância da diversidade e inclusão, o que inclui desde a promoção de criadores de diferentes origens até a criação de espaços seguros para que essas comunidades tenham voz.
6. Por último, metaverso e NFTs: Duas coisas cada vez mais importantes na creator economy. Tem inúmeras marcas e criadores já usando o metaverso para criar experiências imersivas, enquanto os NFTs estão permitindo que influenciadores monetizem seu conteúdo, sua arte e criem uma comunidade de fãs engajados.
Austin não é Las Vegas, mas estas são minhas apostas. Vou adorar pagar para ver.
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