Os novos C-levels | EP 2: chief visionary officer
Companhias investem em lideranças com foco no futuro para antecipar tendências, orientar a transformação digital e gerar impacto estratégico a longo prazo
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Thaís Monteiro
3 de abril de 2025 - 16h08
Incertezas econômicas — como a alta da inflação, a desvalorização do real frente a outras moedas e as ameaças de novas tarifas no comércio exterior — têm levado líderes de negócios a focarem no presente, priorizando estratégias de curto prazo para mitigar impactos na receita. Ao mesmo tempo, a disrupção impulsionada por tecnologias emergentes, como inteligência artificial (IA), e a crescente demanda por acelerar processos e promover a transformação digital abriram espaço para um novo cargo nas discussões estratégicas do alto escalão: o chief visionary officer (CVO).
Esse profissional acompanha inovações em diferentes setores e compartilha tendências com outros líderes, a fim de construir estratégias voltadas para um futuro dinâmico, tecnológico e orientado por valores sociais e ambientais. Normalmente, o CVO atua de forma independente, prestando consultoria externa às companhias que buscam uma visão imparcial para seus processos internos. Os resultados são avaliados a longo prazo, com impactos mensuráveis na receita e em indicadores de produtividade.
Ao Meio & Mensagem, Genis Fidelis, diretor da Michael Page, traça um panorama da evolução desse cargo e aponta os setores mais inclinados a contratar um chief visionary officer. Já Paula Cohn, cofundadora e CVO da Digital Trix, e Karen Miura, que atua como CVO independente em várias empresas, compartilham detalhes sobre suas rotinas e os principais desafios enfrentados ao tentar implementar uma visão de longo prazo nas organizações.